Archive for Outubro 2007
Show da Wanessa aqui em Vitória
Pois é, neste sábado foi o show da Wanessa Camargo aqui em Vitória. Sou suspeito para ressaltar qualquer comentário positivo sobre ela, então.
Cheguei no Álvares Cabral duas horas antes da hora marcada. Não bebi nada para não ficar com vontade de ir ao banheiro na hora do show. Casa lotada, muitos fãs, e sem área vip. Wanessa entrou no palco 22:00 horas, um enorme atraso, ainda mais pra eu que estava em pé já fazia 4 horas, com sede, num calor infernal. Não tinha área vip. Ou arquibancada (o que eu não queria pois eu queria ficar na frente) ou chão. Fui pro povão mesmo, fiquei próximo a grade. O show durou 1h e 30 minutos. Fui eu e Wagner, um amigo. Foi engraçado que por causa da demora os fãs ficaram gritando em côro : SANDY , SANDY, SANDY !!! Até eu entrei na zuação.
Passamos 4 horas com sede, um calor infernal, aquele empurra-empurra. Confesso que quase no final do show já queria sair dali, estava louco pra Wanessa acabar logo. Quando saímos de lá, corremos pra comprar água, parecia que estávamos num deserto o dia inteiro debaixo do sol a pino. Resultado de tudo : dor nos pés, pernas, joelho, costas…não dormi direito a noite devido ao cansaço e dor. Wagner está com febre o dia todo – desidratou. Sacrificios de fãs. Ainda bem que eu faço algo assim uma vez por ano. Confira as fotos com legendas.

Wanessa quase entrando no palco, por cima…eu quase infartando.

Esta é a segunda roupa do show. Que linda..que pernas…o cabelo de NOTHING REALLY MATTERS…amei…perfa !

Porque simplesmente ela é linda….

A voz estava perfeita..como ela evoluiu…ela soltava forte a voz em várias músicas e não cantou nada em playback…

Q pernas…

Q pernas (2)

Ela cantou “Me Abrace”, a segunda música mais linda do novo CD. Quase morri ! Quando ela soltou a voz “me abraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaccccccccccccccccccccccccccceeeeeeeeeeeeeee, perfeitaaaaaaa !

Quando eu acho que não estou assim, tão fã, afinal, vamos amadurecendo e percebendo que a vida não é feita apenas de futilidades e tal, eu vou pela 20º vez num show dela e confirmo : “não tem como não continuar”.

Sim, sim, sim !!! Esta é a roupa da primeira parte do show.

“Me abraaaaaaaacccccccccccceeeeeeeee”

Obrigado, agradeço a Deus por este amor entre você e eu..

E pensar que fiquei 4 horas em pé, num calor insuportável, ao lado de gente **** que pelo amor de Deus e sedeeeento…só mesmo por amor que faço uma coisa dessas…

Não é mole não…mas eu e Wagner nos divertimos muito, apesar de todo calor e sede e aperto e suor. É algo que eu faço uma vez por ano…

Até que minhas fotos ficaram boas…também fiquei praticamente na grade.

Adorei as performances de “Me Engana que Eu gosto”, “Me Pega de Jeito” e “Amor Amor”. “Me pega de Jeito” estilo rock…aliás…a banda dela foi um show a parte…

Wanessa como sempre humilde e simpática, pegou o presente do fã, mesmo a gente sabendo que ela nunca irá usar aqueles brincos. Caia na real, ela é rica, fina né….só que ela tem que manter a linha pra não decepcionar o fã que gastou a mesada naquilo.

Bichinha POC POC que voou no palco não sei como e pegou a Wanessa por trás, sem ela ver. Coitada, foi um susto duplo : 1º pois ela não viu o dito cujo ali, segundo ao olhar pra cara dele ! Foram 2 fãs que invadiram. Aliás, nunca vi tanta bichaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa por metro quadrado num show como ontem. (comentário áciiiiiiido)

Ela cantou “Man I Fell Like A Woman”, da Shania Twain…devia ter tocado Madonna tb. Aliás, já pensou ela cantou “Promiscuous”, da Nelly Furtado, ou “Maneater” ? Eu morro !

É linda né…. 

“Sem Querer” também adorei.

Vamu puláaaaaaaaaa

Também cantou “Culpada”, “Louca”, “Metade de Mim”, “Apaixonada por Você”.

Ela cantou uma música do Skank e um fã do meu lado ficou pulando numa afetação só e pisando no meu tênis. Tive que mandar ele parar…ele parou, claro ! A gente naquele aperto, suado, com sede, ahhhhhhh, ninguém merece.

Wanessa olhando um bando de pé rapados brigando. Fiquei sabendo que até o Buaz tentou separar a briga. O show foi interrompido até os marginais cessarem. Durou 1 minuto aquela muvuca.

A bateria da minha máquina acabou em “Me Pega de Jeito”, na metade do show…merda !

Teve uma fã que fez um cartaz e levantava na minha frente toda hora, impedindo minha adoração. Tadinha, nem queria, mas eu e outros rasgamos o cartaz dela. Menina sem noção…mas entendo né…coisas de fã.

Logo no início do show..ainda não tinha chego na grade.

Wanessa não é Wanessa se não der milhares de “thauzinhos” pra galera toda hora e fazer sinal de “depois”… Fãs querendo autógrafo e ela dizendo “depois”… Eu pensava : “W, menos filha !”


Eu vou
Show da Wan amanhã aqui em Vitória….pode chover canivete que eu estarei lá.

Minhas novas aquisições musicais
Minha edição LIMITADA do novo álbum da GLORIA ESTEFAN chegou semana passada, até rapido, coisa de 15 dias, mas só agora deu tempo de postar as fotos. A edição limitada vem com um DVD trazendo um documentario enorme da carreira de Gloria Estefan e making das gravações do álbum e do clipe, além do clipe da música “No Llores”.
Sete anos após lançar seu último disco em Espanhol, Gloria Estefan apresenta 90 Millas, que é um tributo às lendas da música Cubana. A cantora reuniu 25 super estrelas como Johnny Pacheco, Chocolate Armenteros, Carlos Santana, Jose Feliciano e Índia, artistas considerados como a velha guarda da música Cubana. Até o título do cd é uma homenagem a Cuba, pois 90 millas é a distância entre Cuba e o Sul da Florida onde Gloria reside. O álbum é uma verdadeira carta de amor ao seu país nativo. Go Gloria !









Comprei também, por 12,90 reais, o #1 da Mariah em DVD….Estava muito barato pra deixá-lo na prateleira.



Algo que me surpreendeu foi este DVD da Shania Twain “Up Close And Personal”. Q unplugged mais perfeito, lindo…aliás, como ela é linda, que pele esta mulher tem. Só não gostei do encarte japa dele..putz…tosco…preferia que fosse em estojo normal.
Um especial para a TV NBC que teve uma inusitada parceria: Shania Twain revisitando seus sucessos com a Alison Krauss e a Union Station! Uma união que muitos não acreditariam que aconteceria. As músicas com a ótima instrumentação da Union Station (assim como backing vocals) ficaram com um sabor bem diferente e além disso, Alison fez backing, tocou violino e cantou algumas em dueto. Um projeto que vale ser ouvido por fãs de uma artista e/ou de outra ou, o melhor, por várias outras pessoas que não são necessariamente fãs de nenhuma das duas (mas gostam de country, bluegrass e pop).
01. I’m Gonna Getcha Good!
02. Ain’t No Particular Way
03. From This Moment On
04. Whose Bed Have Your Boots Been Under?
05. I Ain’t Goin’ Down
06. Up!
07. You’re Still The One
08. I’m Holdin’ On To Love (To Save My Life)
09. She’s Not Just A Pretty Face
10. Forever And For Always
11. In My Car (I’ll Be The Driver)
12. You Shook Me All Night Long




E finalmente o álbum natalino de Cyndi Lauper “Have A Nice Life”.
Cyndi ja comeca bem pelo titulo do disco: Merry Christmas… Have a nice life – ironicamente ja estava dizendo a sony que nao iria renovar o contrato, já que este era o último dos 6 com a gravadora. O estilo natalino de Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton é, assim como ela, absolutamente alegre e contagiante. Esse CDda pra ouvir o ano inteiro sem que seus vizinhos achem que você nao esta regulando bem pq o natal ja passou. Ainda conta com a participacao super especial do filho da Cyndi, “cantando” na faixa New Year’s Baby (First Lullaby).
A faixa “Silent Night” faz você chorar.




Algo sobre ‘compreensão’
Dias correndo, e meu aniversário foi semana passada. Tive algumas horas de total descontração e não me senti tenso. Ultimamente ando pilhado com algumas coisas, e sempre uma pilha nova entra no lugar de outra e por aí vai. Mas o feriado deu pra descansar. Fui ver minha mãe e meus irmãos e é evidente o quanto isso faz bem para ela. Mãe é algo que tenho que cuidar como se fosse o último dia. Eu sempre fui afetuoso, mesmo nem sempre demonstrando isso. Mas não quero pensar muito nesta questão de “ser ou não ser” compreendido. Não adianta você ter uma boa compreensão quanto às pessoas, mas não ser compreendido em suas atitudes.
Para que minha compreensão se faça válida, a tolerância deverá se fazer presente sempre. Mas eu creio que o verbo “tolerar” é, no fundo, melancolicamente ofensivo. Quem tolera não entende, não compreende, e só aceita com reservas. E que reservas são essas? Essas reservas são todo aquele cabedal de argumentos que nos foram enfiados goela abaixo pela educação familiar, pela escola, pelas leis sociais ou pelos preceitos religiosos a que demos ouvidos. Muitas vezes tolero certas coisas porque o resto da boiada diz que isso é o certo ou o errado. E, assim procedendo, caminho como um rebanho de carneiros rumo a um calvário indigesto e pouco produtivo. Muitas vezes, dizendo ser tolerante, nada mais faço do que julgar uma determinada coisa, conceito ou situação sob o prisma de todas as regras que foram passadas como indivíduos participantes de um imenso rebanho. Numa palavra: em nome da Moral Social ou da religião adotada acho que estou pensando e agindo corretamente!
Compreender de modo sagrado tudo que me rodeia é olhar para todos esses fatos com a mesma serenidade com que Deus me observa sem ter ataques de nervos. Ao perceber que minha vida está permeada de frustração por não realizar meus próprios desejos ou, por outro lado, se os realizar, que eles não têm aquele valor especial que eu imaginanava que teria e, percebendo a inutilidade de passar a vida “buscando sapatos adequados para os pés”, me volto para a busca de um caminho que ponha fim a este ciclo de insatisfações.
Os meus desejos são como crianças pequenas: quanto mais lhes cedo, mais exigentes se tornam, já diz um provérbio por aí.
Mais um ano…
Ficando com mais um ano de idade amanhã na minha identidade.
Então….
Quantos pensamentos criados e abafados.
Quantos beijos que nem sempre foram molhados.
Quantas fotos tiradas e por aí jogadas.
Quantas gargalhadas em minhas várias tiradas.
Quantas milhas eu andei.
Quantos sonhos eu sonhei.
Quantas músicas que cantei.
Quantos versos que escrevi.
Quantos textos eu li e reli.
Quantas lágrimas eu chorei.
Quantas vezes eu gritei.
Gritei de saudade, gritei de ansiedade, gritei por maldade.
Não tenho a mínima idéia de quanto álcool eu consumi.
Quanta droga já me fez dormir.
Quanta felicidade me fez sorrir.
Quanto cigarro eu fumei sem precisar fumar.
Quanto dinheiro eu perdi sem precisar gastar.
Quanto sexo já fiz sem precisar amar.
Quantas vezes acertei sem precisar pensar.
Quantas vezes errei só por não questionar.
Quantas vezes perguntei e não fui ouvido.
Quantas vezes amei e não fui correspondido.
Quantas vezes magoei por me sentir humilhado.
Então…como fica ?
Engole seco e fica calado.
Os 50 singles que mais ouvi na última semana
Monitorado 24 horas pelo plugin do Last fm, aí está a lista das 50 músicas mais ouvidas por mim na última semana.
Apenas singles atuais, e ao lado, a posição delas na semana anterior e a quantidade de vezes que a música foi executada.
NEW – Novos singles a entrar na parada ; RE – Músicas que voltam entre as 75 mais.

1 | 1 Darren Hayes – On the Verge of Something Wonderful 33 (#1 por 4 semanas)
2 | 3 Shopie Ellis Bextor – Today The Sun´s On Us 25
3 | 5 Wanessa Camargo – Não Tô Pronta Pra Perdoar 25 (#1 por 3 semanas)
4 | 4 Nelly Furtado – In God’s Hands 21
5 | 38 Kelly Clarkson – Sober 21
6 | 6 Nelly Furtado – Do It 20 (#1 por uma semana)
7 | 13 Maroon 5 – Wake Up Call 20
8 | 2 Britney Spears – Gimme More 19
9 | 23 Nelly Furtado feat. Juanes – Te Busque 19
10 | 8 Melanie C – Carolyna 17 (#1 por uma semana)
11 | 23 Michael Bublé – Me And Mrs. Jones 17
12 | 25 Rihanna Feat. Jay Z – Umbrella 17
13 | 14 Madonna – Hey You 17 (#1 por 2 semanas)
14 | 7 Snow Patrol – Shut Your Eyes 17
15 | 22 Kelly Clarkson – Never Again 16
16 | 39 Nelly Furtado – Say It Right 15 (#1 por 7 semanas)
17 | 74 Rihanna – Shut Up And Drive 14
18 | 55 Maroon 5 – Makes Me Wonder 14
19 | 34 Hanson – Go 13
20 | 15 Pink – Who Knew 12 (#1 por 1 semana)
21 | 9 KLB – Todo Azul do Mar 12 (#1 por uma semana)
22 | 10 Tiziano Ferro – E Raffaella É mia 12 (#1 por uma semana)
23 | 16 Darren Hayes – Who Would Have Thought 12 (#1 por 3 semanas)
24 | 11 Natalie Imbruglia – Glorious 11
25 | 21 Gloria Estefan – No Llores 11
26 | 28 Michael Bublé – Everything 11
27 | 19 Laura Pausini feat. Tiziano Ferro – Non Me Lo So Spiegare 11
28 | 32 Ricky Martin – Pegate 10
30 | 12 Justin Timberlake – LoveStoned 10 (#1 por 2 semanas)
31 | 27 Hilary Duff – Stranger 10
32 | 24 Amy Winehouse – Tears Dry On Their Own 9
33 | RE James Morrison – You Give Me Something 9
34 | 71 Sophie Ellis-Bextor – Me And My Imagination 9 (#1 por uma semana)
35 | 29 Beyoncé e Shakira – Beautiful Liar 9
36 | 35 Ronan Keating – This I Promise You 9 (#1 por uma semana)
37 | 20 Kelly Clarkson & Reba McEntire – Because Of You 8
38 | NEW Girls Aloud – Sexy! No No No 8
39 | NEW Enrique Iglesias – Somebody’s Me 8
40 | NEW Scouting for Girls – She’s So Lovely 7
41 | RE Pink – Leave Me Alone (I’m Lonely) 7
42 | 46 Fergie Feat. Ludacris – Glamorous 7
43 | 17 Backstreet Boys – Inconsolable 7
44 | RE The Fratellis – Ole Black ‘n’ Blue Eyes 7
45 | NEW Kleerup feat. Robyn – With Every Heartbeat 6
46 | 58 Shakira – Pure Intuition 6
47 | 51 Take That – Reach Out 6
48 | 44 Sarah Connor feat. Ne-Yo – Sexual Healing 6
49 | NEW Plain White T’s – Hey There Delilah 6
50 | RE Arctic Monkeys – Flourescent Adolescent 6
Novos CDs que chegaram esta semana
Semana musical. Esta semana chegaram os novos álbum de Natalie Imbruglia (edição limitada, CD+DVD com todos os videos de sua carreira), Hanson (edição japa com duas músicas bônus) e Snow Patrol, além do DVD “Real Me”, da Jennifer Lopez.
Natalie Imbruglia tem uma carreira que já vai longa mas que fica marcada, pelo menos até à data, pelo famoso single Torn que a deu a conhecer ao mundo. A bonita cantora australiana regressa agora com uma colectânea onde estão reunidos os temas de maior sucesso editados entre 1997 e o presente ano.
Glorious The Singles 97-07 traz catorze temas sendo cinco deles canções originais. Uma delas é “Glorious”, single de apresentação que já roda nas rádios e canais de televisão. Depois podem ainda recordar-se temas como “Shiver” (música mais tocada de 2005 nas rádios britânicas), “Torn” e “Wishing I Was There”. Coletânea mais do que recomendada.
E os irmãos mais famosos da América, Hanson, regressam com mais um álbum de inéditas. Um ano zero a marcar o ponto de viragem entre a adolescência e o mundo adulto, de uma banda, agora, madura.
Se ainda muitos acham que os Hanson ainda são aqueles três garotos de cabelo comprido loiro a cantarem Mmmm bop, esqueçam completamente que estão muito enganados. Se este álbum não vos fizer mudar de opinião, então nada mais fará.
Eles cresceram muito ao longo dos anos, quer física quer musicalmente. Após passagem pelo pop suave e pelo country eis um álbum que nasce do puro rock polvilhado com soul americano e um pouco de R&B.
A nota de destaque vai também para o eclipse de Taylor, o habitual vocalista, e para o aparecimento de Zac. O baterista mais irreverente torna-se o cantor por excelência da maioria das faixas do álbum (e das melhores) e arrebata a liderança. Isaac, claramente relegado para segundo plano, só toma a dianteira numa faixa.
O álbum começa com um coro de crianças sul-africanas a cantar “Nghi Ne Themba” (Tenho esperança). E é o mote para todo um fio condutor de canções de esperança, amores e até política.
Depois começa a caminhada séria com a power balada beneficente “Great Divide” a dar início à nossa viagem. “Been There before” presenteia-nos com um coro de Gospel nos bastidores e uma batida espírita. “Georgia” é mais uma balada romântica a merecer alguma atenção, mas ainda não muita. “Watch over me” é o canto do cisne de Isaac a cantar também o amor em tons roucos e desesperados. Já “Running Man” é o início das faixas de festa, com Zac a acelerar para o mais puro rock, nesta e nas faixas que se seguem, o coração do álbum. Sempre a abrir, dançáveis e contagiantes.
Será preciso esperar até ao eclipse final para se ver o pôr-do-sol na última faixa “The Walk”, que também dá título ao álbum. Uma balada ao piano, no melhor estilo Elton Johniano, em que Zac, o protagonista, definitivamente se excede e nos liberta tudo o que mais há secreto na sua alma. Esta será a música que conquistará os corações de todos os dissidentes e dos mais desatentos. Destaque para o toque marcial da bateria a emprestar um dramatismo intenso cénico nos momentos chave de queda da voz. Um álbum indicado para noites solitárias e depressivas que necessitem de alguma reanimação.
E no prédio da antiga estação de trem de Belo Horizonte fica um museu dedicado aos trabalhadores. Na parte do comércio, há balanças das mais diversas dimensões: com pesos do tamanho da ponta de um lápis ou com pratos impossíveis de se carregar sozinho. Saber qual balança usar devia ser uma coisa importante antes da facilidade trazida por balanças mais modernas e eletrônicas.
Outra facilidade da eletrônica acontece na produção musical. A mesma palhetada, batida ou voz podem ser hoje modificadas de inúmeras formas. Explorar estas texturas e efeitos, por exemplo, é uma das especialidades da banda britânica Snow Patrol, que produz canções singulares e encantadoras. Depois de dois álbuns pelo selo independente Jeepster, eles lançaram um dos discos mais bacanas de 2004 pela Universal, Final Straw, que vendeu 500 mil unidades somente no Reino Unido.
Todo este papo de balanças e texturas chega ao seguinte ponto: Eyes Open, novo disco do Snow Patrol, troca as possibilidades sonoras por uma produção mais comum. A diminuição da sutileza não muda necessariamente a qualidade do resultado. Mas talvez, como no caso dos antigos comerciantes, seja o caso de mudar de balança. Pequenos detalhes aqui contam menos do que refrões que pendem diretamente para uma audiência maior. Assim como os vizinhos do Belle and Sebastian, eles fazem músicas para se matar e também para morrer de dançar.
Eyes Open foi o primeiro disco do Snow Patrol a chegar ao topo das paradas britânicas. O primeiro single é “You’re all I have”, uma canção de amor com bateria forte e guitarras energéticas, que lembram o indie rock de arena dos Manic Street Preachers. Quem já quis dançar abraçado com a caixa de som na balada “Run”, do disco anterior, dá um pulo para trás com o riff quase hard-rock de “Hands Open”.
“Shut your eyes” tem um suingue inesperado para músicos de bochechas rosadas. Em compensação, “Chasing cars” é a música mais Snow Patrol do disco. É também a mais bonita, tanto que foi escolhida para a trilha do episódio final da mais recente temporada da hypada série Grey’s Anatomy. Nesta música, assim como em “You could be happy” ou “Set the light to the third bar” (com vocais da irmã do cantor canadense Rufus Wainright, Martha. Aliás, é a melhor faixa do disco), é preciso retomar a balança sensível com pesos que quase flutuam.
O único erro de medida são os falsetes idênticos aos de Chris Martin em “Begining to get to me”. Porém, a banda continua criativa, mesmo neste disco mais acessível. É difícil se acostumar com tanta luz ao sair da confortável e mágica neblina de Final Straw. Mas Eyes Open é realmente um disco para ser ouvido com os olhos abertos.

Fotos dos CDs


Jennifer Lopez








Hanson









Snow Patrol




Natalie Imbruglia







Afinal, o mundo precisa ou não de um “Superman” ?
Porque o mundo precisaria do Superman? Neste fim de semana, aproveitei o domingo para curtir dois grandes filmes: “Poseidon” e “Superman”. Não sou do tipo que se empolga com filmes de super-heróis e afins. Raramente isso me desperta interesse. Adoro filmes de ação, e tenho uma verdadeira tara por filmes de avião e navios. Semana passada me deliciei com “Vôo 93” – filme que retrata os atentados de 11 de setembro, e neste fim de semana, “Poseidon”. Interessante é notar que eu tenho medo de altura e mar aberto. Estaria aí o meu fascínio nestes filmes? A superação do medo? Escreverei sobre isso depois. Os filmes são velhos, I know !
Mas quero falar sobre Superman – o Retorno. Como todos sabem, por mais que ele seja um super-herói que defende todo o planeta, a figura do “Homem de Aço” sempre será ligada ao ego americano. É nos Estados Unidos que ele foi criado e onde mora até hoje. Sua própria história, um imigrante que chegou a uma terra desconhecida e conseguiu vencer, reflete o sonho americano. Vale lembrar ainda que o Superman foi criado numa das piores épocas da história norte-americana, o período após a grande depressão de 1929. Uma de suas missões era dar esperança ao povo e incentivá-lo a fazer o que era certo. O filme não tem nada de imprevisível. Aliás, na história do Superman (vivido neste filme por Brandon Routh), nada é imprevisível. Sabemos que seu poder é limitado quando está defronte a kriptonita. Sabemos que sem o sol não há Superman e que ele arrasta boings por Lois Laine. Aliás, porque ele não terminou com Lois neste último filme? Certamente Superman veio para continuar. Ele descobriu que tem um herdeiro, e que não é tão alienígena como ele. E o filme termina com ganchos para um “Retorno II”.
Mas voltamos para o mundo real e pense comigo. Porque o mundo precisaria de um Superman? Bem, se existisse um, certamente o avião da GOL não teria caído e vitimado dezenas de pessoas em plena selva amazônica. Também Bin Laden e seus terroristas não teriam aterrorizado o mundo inteiro em seus ataques ao World Trade Center. E o grande tsunami que varreu a costa da Indonésia e deixou mais de 220 mil mortos? Bem, se o Superman existisse, muitas das catástrofes ocorridas devido ao nosso amigo “El Nino”, que devido a corrente de águas quentes do Pacífico que atinge periodicamente as costas das América do Sul, deixa rastros de anomalias climáticas no mundo todo, seriam evitadas. Ah Superman !!! Ele iria inclusive evitar que eu estivesse em meio a um rápido seqüestro relâmpago em 1998 ( que fique entre nós, foi tão emocionante ). Com sua super audição e sua visão de Raio-X, Superman teria um relatório completo para entregar a polícia federal sobre as peripécias petistas e Lula não teria sido reeleito (aff, esqueci que brasileiro só assiste novela, mero detalhe). Mas ele é americano, e talvez ele seria Bush na cabeça e no coração.
Pois bem, Superman ficou sumido por cinco anos para ver, com seus próprios reluzentes olhos azuis, as ruínas de sua terra natal, Krypton. Neste meio tempo, ele não esteve voando entre nós e evitado, assim, o ataque às torres gêmeas. Ele abandonou Lois, e certamente, deixando-a grávida. Ele volta para uma Metrópolis mudada. Pior: para um mundo mudado, ainda mais violento e desnorteado do que o que ele deixara. Metrópolis, como se sabe, é Nova York, e Super-Homem – O Retorno incorpora obrigatoriamente o sentimento de caos que se seguiu ao 11 de Setembro. Como o mundo do nazismo, esse para o qual Clark retorna é um mundo do qual a idéia de um deus parece ter se ausentado. Personificando o titubeante Clark Kent, o herói retoma seu emprego de jornalista no Planeta Diário para pelo menos reencontrar Lane (Kate Bosworth). Mas ela não só arrumou um filho (de suspeitíssimos 5 anos de idade) e um noivo, como vai receber o Prêmio Pulitzer, por um artigo intitulado “Por que o mundo não precisa do Super-Homem”. Não há fúria no inferno que se compare à de uma mulher desprezada, e Lois não tem nenhuma palavra boa para dizer sobre o sujeito que, apesar de parecer tão especial, sumiu de sua vida como um canalha qualquer.
Mas enfim, no fim das contas, como previsível, Superman se mete em apuros com seu inimigo Lutor, quase morre, o mundo se abate, seu romance com Lois continua no chove-não molha, e então, fim. Superman voa para a imensidão do céu azul, melhor, vai passear no espaço. E detalhe: no espaço, sua capa chocalha mais do destaques de escolas de samba.