Archive for Março 2008
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Minhas duas novas aquisições
Mais um CD para a minha coleção: o novo álbum de Sheryl Crow, Detours, que chegou às lojas nos EUA na manhã do dia 05 de janeiro – a superterça da campanha eleitoral, quando 24 estados farão suas prévias para a escolha dos candidatos à eleição presidencial.
Ganhadora de 9 prêmios Grammy, Sheryl Crow é uma das mais politizadas personalidades da música, e tem sido notícia mais pela vida pessoal do que pelas novidades musicais (seu último cd, “Wildflower”, foi lançado em 2005). Terminou o noivado com o ciclista Lance Armstrong, adotou um bebê e recupera-se de um câncer de mama.
No meio desse turbilhão lança seu oitavo cd, “Detours” que segue basicamente a mesma linha dos anteriores, e tem seus melhores momentos quando ela resolve dar uma animada no repertório. É o caso de “Love is free”, “Out of our heads”, “Love is all there is”, “Rise up” e “Beautiful dream”.
Numa entrevista para a revista Rolling Stone, a cantora e compositora falou sobre suas letras de cunho ecológico e a experiência de viajar em turnê com seu filho de apenas oito meses.
Você é uma das figuras mais politizadas da música pop americana. Teve a intenção de transmitir alguma mensagem ao lançar seu disco em plena superterça?- Não houve, de maneira alguma, qualquer correlação. Honestamente, não sei dizer se vender ou não um CD ainda significa algo hoje em dia. Algumas pessoas o comprarão, outras vão baixar as músicas ilegalmente sem pagar.
Isso a incomoda?
-Acho triste que as pessoas pensem que a música deve ser dada de graça, ou que o trabalho dos artistas não vale mais nada.
Você acha que não lhe dão o devido valor?
- Na verdade, é uma questão de consciência. Quando a música vem a você de graça, na forma de amigos que copiam CDs uns dos outros, não há uma compreensão do trabalho que existe na produção e na feitura de um disco.
Seu novo disco atualiza a tradição da música de protesto, abordando o caos provocado pela guerra no Iraque, o furacão Katrina e até a política econômica do governo Bush. “Gasoline” deve ser a primeira música já escrita sobre a alta dos preços da gasolina…
- Provavelmente é a primeira, e possivelmente será a última. Minha intenção era escrever uma letra futurista sobre pessoas que tomariam as ruas, revoltadas, e resgatariam nossa liberdade das mãos da opressão causada pelos altos preços da gasolina.
No ano passado você foi ridicularizada por sugerir que, como medida de preservação ambiental, as pessoas deveriam usar apenas uma quantidade mínima de papel higiênico a cada visita ao banheiro. Afinal, que história foi aquela?
- Foi um exemplo fantástico e esclarecedor de como a mídia é operada por figuras políticas. E como essas mesmas figuras conseguiram, em 24 horas, me humilhar e tirar toda a credibilidade que eu tinha. Um dia depois de minha participação em um jantar na Casa Branca, eu estava partindo de Washington e a CNN anunciava: “Sheryl Crow propõe lei limitando o uso de papel higiênico a um único pedacinho”.
Você realmente chegou a sugerir isso?
- Foi sempre uma piada. Era parte de um ato cômico. Eu contava essa história no palco durante a Stop global warming college tour (turnê musical que viaja por universidades nos EUA fazendo campanhas contra o aquecimento global).
Seu disco foi gravado na fazenda em Nashville para a qual você se mudou há dois anos. Por que escolheu viver no Sul dos EUA?
- Tenho muitos parentes na região. Mantive uma casa em Los Angeles por 20 anos. Mas quando descobri (em fevereiro de 2006) que tinha câncer de mama, decidi que seria importante ficar mais perto de minha família. Também estava prestes a adotar meu filho, Wyatt, e queria ter minha família por perto para me ajudar em sua criação.
Há outros casos de câncer em sua família?
- Não. E é por isso que sou um verdadeiro símbolo do diagnóstico precoce do câncer de mama. As mulheres devem ser diligentes sobre suas mamografias. Passei por uma cirurgia e seis semanas e meia de radioterapia. Estou em boa forma agora.
Certo. Você acaba de se tornar mãe solteira, aos 45 anos…
- Estou amando cada minuto. Wyatt tem oito meses agora. Ele tem muita personalidade.
Vai levá-lo com você, quando começar a nova excursão?
- Ele já tem viajado comigo. Dorme em seu bercinho no ônibus da turnê. Todo mundo o pega no colo, ele é muito sociável. E também levo meus cachorros, dois labradores amarelos, e é como se levasse minha casa inteira comigo. É um grande circo familiar itinerante.
Você já ganhou nove prêmios Grammy. Dá muita importância a premiações em geral?
- Quando ganhei meu último Grammy, só consegui pensar em uma coisa: o ônibus vai partir amanhã cedo, e é hora de voltar ao trabalho.
Outra nova aquisição (via Leitura no dia 23/03) é Sophia Ellis-Bextor. Sophie Ellis-Bextor é possuidora de uma beleza que não é fácil: alguns acham seu rosto muito quadrado, suas orelhas de morcego; outros vêem suas maçãs do rosto proeminentes e olhar esguio como um dos mais sexy do mundo pop atual; além de ser um dos fashion icons do Reino Unido. Nascida em West Middlesex, na Inglaterra, ainda criança foi modelo, mas sua carreira musical começou nos anos 90 com a banda indie theaudience.
Após lançar dois álbuns e emplacado alguns hits nas paradas da Europa, agora ela está de volta com todo o hype no álbum “Trip The Light Fantastic”. A expressão idiomática do inglês significa “dançar ágil ou suavemente” e é exatamente essa a intenção do álbum, que logo caiu nas graças da crítica e da noite da Europa, recebendo 4 estrelas de jornais como o The Times, The Guardian e o The Sun.
O álbum é uma coleção de músicas “oitentistas”, mas, ao contrário das imitações que vêm rolando por aí, são regadas com arranjos modernos e vocais vivos e sensuais (carregados com o delicioso sotaque britânico de Ellis-Bextor). A faixa-líder e primeiro single “Catch You” é possuída por um feeling rocker de guitarras vibrantes; “Today The Sun’s On Us” (minha música preferida e que me instigou a conhecer um pouco melhor o repertório de Sophia e me tornar um admirador) ganhou um vídeo maravilhoso, dirigido pela genial Sophie Muller, que transmite com destreza a bela letra; “Me And My Imagination” e “If You Go” possuem o drive e energia da época de ouro da dance music, com violinos na primeira e refrão fácil na segunda.
Mas a estrela do álbum é o (já) quarto single “If I Can’t Dance”, uma faixa que excita e vicia com letra de premissa simples: “se não posso dançar, não quero nada com sua revolução”, referência à feminista anarquista Emma Goldman, que disse: “se não posso dançar, não quero estar em sua revolução”.
No Brasil, Sophie é conhecida por “Murder”, mas muitas de suas músicas arrasam pelas pistas. “Trip…”, infelizmente, foi lançado por aqui sem muito estardalhaço, apesar de ser um álbum merecedor de destaque por conta das faixas que se adaptam a qualquer momento: festa, faxina, carro, compras, ficadica…
Fotos, fotos, e fotos.








Amy um dia foi como nós !
Geralmente, os anônimos quando ganham fama, dinheiro e toda a mordomia que só o showbizz é capaz de proporcionar, eles (as) melhoram.
Com Amy Winehouse aconteceu justamente o contrário. Veja fotos de quando ela não era apenas um pontinho no mapa.


Hoje e antes. E você, o que mudou ?
Não, eu não curto. Acho-a um péssimo exemplo para meus filhos ! Mas até que ela está em boa colocação na minha parada da semana passada (dois singles no top 20 das mais ouvidas no meu computador):
1 | 1 Justin Timberlake – LoveStoned 21
2 | 5 Kelly Clarkson – Don’t Waste Your Time 20
3 | 2 Rihanna – Don’t Stop the Music 18
4 | 18 Sarah Brightman – Running 17
5 | 3 Britney Spears – Piece Of Me 13
6 | 33 Booty Luv – Some Kinda Rush 13
7 | 6 Spice Girls – Headlines (Friendship Never Ends) 13
8 | 11 Jennifer Lopez – Hold It Don’t Drop It 13
9 | 10 Rihanna – Umbrella 12
10 | 15 Ashley Tisdale – He Said, She Said 12
11 Timbaland feat. One Republic – Apologize 12
12 Robyn – Be Mine 12
13 Natasha Bedingfield – Say It Again 12
14 Mark Ronson feat. Amy Winehouse – Valerie 11
15 Leona Lewis – Bleeding Love 11
16 Nelly Furtado – Do It 11
17 Amy Winehouse – Love Is A Losing Game 11
18 Westlife – Us Against The World 11
19 Sheryl Crow – Love Is Free 11
20 Janet Jackson – Feedback 10
21 Nicole Scherzinger – Baby Love 10
22 NEW Wisin & Yandel Feat. Nelly Furtado – Sexy Movimiento 10
23 Diana Krall – The Heart Of Saturday Night 9
24 Britney Spears – Gimme More 9
25 Mika – Happy Ending 9
26 Christina Aguilera – Oh Mother 9
27 Robyn – Handle Me 9
28 Melanie C – This Time 9
29 Natasha Bedingfield – Soulmate 8
30 Matchbox Twenty – How Far We’ve Come 8
31 Nelly Furtado feat. Juanes – Te Busque 8
32 Eros Ramazzotti & Ricky Martin – Non siamo soli 8
33 Shayne Ward – Breathless 8
34 James Blunt – 1973 8
35 Wanessa Camargo – Não Tô Pronta Pra Perdoar 8
36 Alice Keys – No One 8
37 Natalie Imbruglia – Glorious 8
38 Darren Hayes – Me, Myself and I 8
39 Avril Lavigne – Hot 7
40 KT Tunstall – Hold On 7
41 Backstreet Boys – Helpless When She Smiles 7
42 James Blunt – Same Mistake 7
43 Justin Timberlake feat. Beyonce – Until The End Of Time 7
44 Ashlee Simpson – Outta My Head 7
45 Vanessa da Mata – Boa Sorte / Good Luck (com Ben Harper) 7
46 Bon Jovi feat LeAnn Rimes – Till We Ain´t Strangers Anymore 7
47 Sophie Ellis-Bextor – Today The Sun’s On Us 7
48 Hanson – Go 7
49 Ich + Ich – Stark 6
50 Amy Macdonald – Run 6
51 Kylie Minogue – 2 Hearts 6
52 Jack Johnson – If I Had Eyes 6
53 Take That – Rule The World 6
54 Wanessa Camargo – Me pega de Jeito 6
55 Girls Aloud – Call the Shots 6
56 Linkin Park – Shadow Of The Day 6
57 Gwen Stefani – Now That You Got It 6
58 Maroon 5 – Won’t Go Home Without You 6
59 kelly clarkson & reba mcentire – Because Of You 6
60 Laura Pausini – Spaccacuore 6
61 Tiziano Ferro – E Raffaella É mia 6
62 Damien Rice – Dogs 5
63 Mariah Carey – Touch My Body 5
64 Michael Bublé – Lost 5
65 Scouting for Girls – Elvis Ain’t Dead 5
66 Monrose – What You Don’t Know 5
67 Celine Dion – Eyes On Me 5
68 Rooney – When Did Your Heart Go Missing 5
68 The B-52’s – Funplex 5
69 Maroon 5 – Wake Up Call 5
70 Wanessa Camargo – Me abrace 5
71 Kate Bush – Lyra 5
72 Mary J. Blige – Just Fine 5
73 Kelly Rowland Feat. Fat Joe – Work Put It In 5
74 Sean Kingston – Take You There 5
75 Nelly Furtado – In God’s Hands 5
Minhas novas compras…
Depois de dezenas e dezenas de escândalos e notícias bizarras dos mais variados tipos, finalmente posso falar alguma coisa sobre a música de Britney Spears. Bem, em termos, porque “Blackout”, o álbum que marcou a volta da ex-princesa do mundo Pop às paradas em 2007 não traz exatamente músicas de Britney Spears.
Extremamente perdida e confusa em sua vida pessoal, como todos podem observar diariamente de camarote, é óbvio que ela não tem a menor condição de trabalhar e se dedicar a novas composições (vide sua performance pífia no Vídeo Music Awards da MTV).
Sendo assim “Blackout” é um disco 100% controlado por produtores pra lá de experientes, que conseguiram, sim, juntar algumas músicas interessantes, provocantes e que funcionarão muito bem nas rádios e pistas de dança mundo afora. “Gimme More”, “Piece Of Me”, “Radar” e “Toy Soldier” são alguns exemplos disso, além da minha favorita “Hot Is Ice”.
A sonoridade é moderna, ousada e a produção impecável. Tanto que a própria Britney Spears chega a ser quase dispensável no trabalho. Sua voz é quase o tempo todo alterada com efeitos e não tem lá grande destaque nem apelo. Qualquer outra cantora que assumisse seu lugar poderia fazer igual e, provavelmente, melhor.
O fato é que “Blackout” é um ótimo disco para quem gosta de música Pop dançante, recheada de batidas eletrônicas e quer ficar por dentro das tendências. Mas quem acompanha a carreira de Britney e espera alguma espécie de continuidade com seus trabalhos anteriores, pode se decepcionar, uma vez que a personalidade e o carisma da cantora praticamente não existem aqui.
Mas entre estes lançamentos, fico com “Blackout”.











O discurso emocionado de Madonna
O jornal italiano Il Corriere Della Sera divulgou a capa do single de “4 Minutes”, com Justin Timberlake na capa. O single poderá ser ouvido a partir do próximo dia 17 segunda feira. Cruzando os dedos ? Digamos que eu estou naquela curiosidade média. Eu ouvi uma vez a versão que vazou, em má qualidade, na última semana. Parece que uma rádio francesa decidiu antecipar e tocar uma versão remix da canção. Baixei e logo deletei, mas certamente este será mais um hit de Madonna, evidente.
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E Madonna nesta segunda entrou no Hall da Fama do Rock….
Madonna e Cohen foram o centro das atenções da 23ª edição de uma das noites mais importantes da indústria musical americana, que também contou com a participação de personagens muito conhecidos, como os cantores Justin Timberlake, Lou Reed, Billy Joel e Ben Harper, além dos atores Tom Hanks, Chevy Chase e Michael J.Fox.
Esses artistas foram escolhidos em uma votação envolvendo 600 profissionais da música, e agora fazem parte de um seleto grupo no qual estão nomes como Elvis Presley, Aretha Franklin, Bob Dylan, os Beatles e os Rolling Stones.
Madonna evitou as críticas de que sua música não pertenceria ao mundo do rock e recebeu o prêmio das mãos do jovem cantor Justin Timberlake. Em seu discurso, Justin comentou sua participação no novo álbum de Madonna, “Hard Candy”, que será lançado em abril, e sobre o profissionalismo da estrela. “As pessoas já estão me perguntando como é trabalhar com ela. Bem, tudo o que eu posso dizer é que Madonna foi a única pessoa a fazer parte do Rock And Roll Hall Of Fame que administrou uma dose de vitamina B-12 em minha bunda. É isso mesmo, Madonna carrega com ela doses de B-12 em sua bolsa térmica no caso de um de seus colaboradores ficarem doentes. É isso que eu defino como profissionalismo. E talvez seja isso que Madonna é e continua sendo para todos nós: uma injeção na bunda quando precisamos,” disse Justin em sua apresentação.

Madonna e Justin nos bastidores
Madonna não se apresentou na cerimônia de premiação e cedeu seu lugar ao emblemático Iggy Pop, que, acompanhado pelo The Stooges, interpretou novas versões das músicas “Burning Up” e “Ray of Light”, que surpreenderam o público e a própria artista pop.
Para entrar no Hall da Fama, o artista tem de ter seu primeiro álbum ou single lançado há pelo menos 25 anos. Os escolhidos passam a ser representados no museu do Hall da Fama do Rock and Roll, na cidade de Cleveland, estado de Ohio.
Confira o discurso completo de Madonna na cerimônia:
“Não consigo decidir do que eu preciso me recuperar primeiro: de todos aqueles penteados horrorosos do vídeo anterior, ou de todas as indiretas de Justin. Tudo que ele disse é verdade, mas inicialmente eu não disse ‘abaixe as calças’, eu disse ‘abaixe a cueca’. Para deixar bem claro – como você havia dito – o quanto eu sou controladora.Eu não tenho certeza se o meu discurso será tão divertido, mas era isso que eu queria dizer:É uma grande honra receber este prêmio, estou muito grata e lisonjeada pelo reconhecimento que isso representa. Mas há algo de conclusivo numa premiação, e eu gostaria de refletir por uns instantes sobre as coisas (que aconteceram) na minha vida. Coisas que não têm sido e que continuam a não ser definitivas. Tenho a sorte de ter tido gente à minha volta que acreditava em mim. Começando pelo meu professor balé, Christopher Flynn, em Detroit, Michigan, que me disse, quanto eu tinha 14 anos, que eu era especial, que eu precisava acreditar em mim, que eu precisava sair para o mundo e buscar meus sonhos. Essas palavras significaram tudo para mim, porque posso lhes garantir que eu não me sentia especial.
E, em seguida, veio Dan Gilroy. Ele vivia em uma sinagoga abandonada no Queens com seu irmão Ed. Eles tocavam juntos numa banda. Eu já estava farta de trabalhar como dançarina, então ele me ensinou a tocar guitarra. E todo dia, quando Dan e Ed saiam para seus trabalhos diurnos, eu me escondia no porão e ensinava a mim mesma como tocar bateria ouvindo os discos de Elvis Costello e repetia aquelas quatro notas que Dan havia me ensinado várias e várias e várias vezes. Eu escrevi a minha primeira canção nessa sinagoga. Ela se chamava, ironicamente, “Tell the Truth” (Diga a Verdade). Lembro-me claramente desse momento, lembro dos pêlos do meu antebraço ficarem em pé, e pensar comigo mesma ‘quem escreveu essa música? Não fui eu’. Eu sentia como se tivesse sido possuído por algo mágico. E, para minha sorte, eu estava sendo milagrosamente e repetidamente possuída por algum tipo de magia. E mesmo hoje, o meu agente Guy Oseary, que está por aí, em algum lugar da platéia assistindo, me diz quase todos os dias “M, tudo é possível. Basta me dizer onde você quer chegar”. E ele realmente faz acontecer. Vinte e cinco anos depois, as pessoas ainda me encorajam a acreditar nos meus sonhos. O que mais eu poderia pedir? Há um ditado no Telmud que diz que “para cada folha, há um anjo vigiando e sussurrando ‘cresça, cresça’”. E eu ainda consigo ouvir anjos sussurrando. E mesmo os negativistas que diziam que eu tinha pouco talento, que eu era gorducha, que eu não deveria cantar, que eu era cantora de uma música só. Eles me ajudaram muito. Eles ajudaram com que questionasse a mim mesma e, constantemente, me incentivaram a ser melhor. E sou grata por sua resistência.
Eu sei que eu não estaria aqui agora sem tudo isso, sem todos vocês. Porque a vida, como a arte, é feita de colaboração, e eu não chegaria aqui sozinha, por vontade própria. Eu não poderia imaginar o rumo que minha vida iria tomar. De alguma maneira, aconteceu uma série de imprevistos. Um dia, eu era uma bailarina batalhando em Manhattan, em seguida, eu estava me ensinando a tocar bateria numa sinagoga no Queens, de repente, eu estava numa banda, fazendo shows no CBGB’s em Maxis, Kansas City e, de repente, eu conheci Seymour Stein recebendo soro na veia numa cama de hospital. E, logo a seguir, assinei contrato com a Sire Records e, de repente, eu estava rolando pelo chão no MTV Awards com os peitos pulando pra fora – o que ninguém sabe é que eu perdi um dos meus saltos altos e que eu voei pro chão para encontrá-lo e, de repente, estava fazendo passos de dança (Yikes!). E quando voltei pros bastidores, meu empresário estava branco feito um fantasma de tão nervoso dizendo que eu tinha arruinado minha carreira. Será que ele entendia de alguma coisa? Então, de repente, eu estava no palco no Madison Square Garden, e eu olhava para a platéia e cada garota estava vestida como eu. Saiam de mim! De qualquer forma, ‘de repente, de repente e de repente’ é uma maneira de olhar as coisas.
A outra maneira é que tudo aconteceu exatamente do jeito que tinha que acontecer. Que eu trabalhei com pessoas fantásticas que pretendia trabalhar, que eu viajei a lugares incríveis que pretendia viajar, que cometi erros que eu tinha que cometer. Que o universo teria conspirado a meu favor e me guiado o tempo todo até o momento em que estou aqui diante de vocês, tendo a oportunidade de agradecer a muitas pessoas, finalmente.
Antes de tudo, gostaria de agradecer à minha gravadora Warner Brothers, que tem assinado toda a minha carreira discográfica. Poucos podem dizer isso. Então, ali está Michael Rosenblatt, que fiz questão que estivesse aqui esta noite. Ele é a pessoa que mais ou menos me descobriu numa boate em Manhattan. Ele me disse que ele era ‘o cara do A&R’ da Sire Records. Eu não tinha idéia do que era um ‘cara do A&R’, mas parecia ser importante. Então, eu coloquei minha fita demo na mão dele, e nós dividimos uma cartela de ecstasy e dançaram a noite fora. Essa que é a verdade. Foi ele que me apresentou à próxima pessoa à qual tenho que agradecer, que é Seymour Stein. Eu acho que ele está aqui esta noite: Seymour, onde está você? Está por aí? O lendário Seymour Stein. Yeah. Conhecer Seymour é se apaixonar por Seymour. Mas quem toparia conhecer alguém tomando soro na veia numa cama de hospital? Eu pensei: o cara deve estar quase morrendo! Mas logo ele me perguntou se ele estava usando roupa de baixo e camiseta: a situação tava meio esquisita. Ele me pediu que mostrasse minha fita demo para ele e eu sempre costumo carregar um toca-fitas comigo. Yeah. Daí, toquei minha música e ele parecia estar gostando. De qualquer maneira, Seymour continua vivo e bem, e essa é uma ótima notícia. Obrigada, Seymour!
Tem alguma coisa esquisita nisso tudo? Hospitais, sinagogas … ecstasy? Não sei não, mas acreditem: vem coisa pior.
A próxima pessoa a quem tenho que agradecer é Liz Rosenberg. Sei que ela também está aqui, em algum lugar. Yeah. Ela tem sido, e continua sendo a diretora de divulgação de toda a minha carreira. Agora, será que alguém entende a loucura que é ser minha divulgadora nesses últimos 25 anos? Bem, eu acho Liz estava fumando um ‘cigarrinho’ quando encontrei com ela pela primeira vez. Yeah, Yeah. Eu andava pelo escritório dela e ela discretamente entupia o cinzeiro. Acho que ela pensava que eu não sabia que ela estava puxando fumo, mas tava na cara. Enfim, nós nos demos bem imediatamente. Ela era o meu tipo de garota: durona, irreverente e divertida, e nós estivemos juntas nesse longo e fantástico período de tempo. Depois de se deparar com tantos casos escabrosos, ela tinha que administrar eles e apagar os incêndios, e publicar notas, e ela é tão incrível que não se atirou na heroína. Não estou querendo dizer que a maconha revitaliza e lhe deixa no mesmo nível das pessoas, ou que todos com quem tive contato eram dependentes de droga ou nada disso, mas o que interessa, na realidade, é que acabei formando um grupo muito responsável, de pessoas que trabalham duro e que me ofereceram muito de amor e apoio, junto com todo o pessoal de minha gravadora e que não tenho tempo de agradecer a cada um de vocês, mas lhes sou grata.
Nesse momento, é claro, eu precisava de um empresário, certo? Então, perguntei a mim mesma “Mim mesma, quem é o artista mais bem sucedido do mundo dos negócios hoje?” E eu mesma respondi em alto e bom tom: “Michael Jackson”. Então, fui para LA, encontrar o homem que agenciava o Michael Jackson, e o convenci a ser meu agente. Filmem o Freddy DeMann, ele é o outro homem que eu gostaria de agradecer, é um cara esperto, parecia um paizão, tinha cabelos lisos castanhos, usava um perfume forte, fumava charuto e tinha um Porsche. Ele me deu carona até o meu hotel nesse Porsche. A partir daí, nós começamos, e ele se tornou meu empresário. Não tinha nada de suspeito no negócio, ok. Ele me deu… Estou brincando! Até ele (olhando Justin Timberlake) se esfregou em mim. Esse discurso não foi concebido para ter um monte de conotações sexuais, de forma alguma… Ele é quem está trazendo o “sexyback”, ok? Eu vou ferrar com você! Ok, por isso, nós (eu e Freddy) tivemos extraordinários quinze anos juntos, e eu aprendi muito com ele, por isso, eu lhe agradeço, Freddy DeMann.
Foi enquanto eu estava com Freddy que encontrei este incrível e petulante adolescente israelense chamado Guy Oseary. Ele seguia os passos de Freddy e eu me encantei pelo garoto. Yeah. Ele sempre estava dando alguma opinião, especialmente quando eu não perguntava nada a ele. Ele era bem ambicioso, confiante, idealista, tinha fome de conhecimento, era obcecado por dinheiro desde os 18 anos quando o conheci. Ele me amolava com suas idéias. Ele não parava de articular planos. Ele era incansável e, hoje, ele é o meu empresário. E eu sei que ele iria até o fim do mundo por mim. Portanto, lhe agradeço, Guy.
E, como vocês podem ver, tudo parece uma espécie de ciclo que se fecha aqui, não é mesmo? Mas o que é um disco, sem a música, certo? É isso aí, ‘matherfuckers’! O que seria um disco sem Nile Rogers, Pat Leonard, Babyface, Joe Henry, William Orbit, Mirwais Ahmadzai, Stuart Price, Pharrell, e agora, Justin Timberlake e Timbaland. Eu me sito extremamente sortuda em ter tido a oportunidade de trabalhar com compositores e produtores tão maravilhosos. Não posso negar o quanto sou grata por isso.
Também gostaria de agradecer a todos os meus fãs, que estiveram colados comigo nos bons e maus momentos. Só Deus sabe que foram… (aplausos) Yeah. Agora fiquem quietos. Eles estão comigo nos bons e maus momentos, e só Deus sabe foram muitos os maus momentos. Isso não é uma indireta.
Também gostaria de agradecer às garotas da Semtex, que são meus soldados, e sei que elas atravessariam qualquer incêndio comigo. Obrigada, meninas. Para os meus professores, meus amigos e minha família, agradeço a todos vocês que facilitaram essa jornada, que para mim só começou, lembrando que eu só sou a administradora do meu talento, não dona de mim. Eu tenho feito muitas coisas na vida, desde escrever livros infantis a desenhar roupas, dirigir um filme, mas, para mim, tudo acontece e sempre volta a acontecer por causa da música. Portanto, muito obrigada, mesmo. Agora, gostaria de apresentar um outro ‘matherfucker’ de Michigan, Iggy Pop.”

Os discos mais vendidos no Brasil
Sabe qual o disco mais vendido em nossa terrinha ? Quem lembra de “Ilariê”? Eu lembro, tinha o disco…aliás..todo mundo tinha pelo menos um disco da Xuxa em casa nos anos 80 pra 90 né ?
Veja quais os álbuns mais vendidos no Brasil (atualizado em 2006):

1°: Xuxa – Xou da Xuxa 3 (1988) – 3.8 milhões
2°: Padre Marcelo Rossi – Músicas Para Louvar ao Senhor (1998) – 3.5 milhões
3°: Sandy & Junior – As Quatro Estações [ao vivo] (2000) – 3.22 milhões
4º: Só Para Contrariar – Só Para Contrariar (1997) – 3.2 milhões
5º: Sandy & Junior – 4 Estações (1999) – 2,9 milhões
6°: Leandro e Leonardo – Leandro e Leonardo (1989) – 2.8 milhões
7°: Xuxa – Xegundo Xou da Xuxa (1987) – 2.73 milhões
8°: Xuxa – Xou da Xuxa (1986) – 2.73 milhões
9°: RPM – Rádio Pirata Ao Vivo (1986) – 2.71 milhões
10º°: Xuxa – 4o. Xou da Xuxa (1989) – 2.5 milhões
11°: Terra Samba – Terra Samba Ao Vivo e a Cores (1999) – 2.3 milhões
12°: Sandy e Junior – Era uma vez…Sandy e Junior Ao Vivo (1998) 2,2 milhões
Artistas brasileiros que mais venderam no Brasil:
1°: Roberto Carlos – 76,1 milhões
2°: Nelson Gonçalves – 62.5 milhões
3°: Chitãozinho e Xororó – 33.7 milhões
4°: Xuxa – 33.0 milhões
5°: Leonardo [solo e dupla] – 26.0 milhões
6°: Maria Bethânia – 24.8 milhões
7°: Zezé Di Camargo e Luciano – 22.5 milhões
8°: Raça Negra – 18.4 milhões
9°: Sandy & Júnior – 15.6 milhões
10°: Roberta Miranda – 14.2 milhões
Não tenha nada que eu queira dizer agora
Minha presença aqui no meu blog tem sido irregular e explico porquê: falta absoluta do que dizer. Não ando com tempo, não estou com saco para assistir televisão, ninguém me ameaça de morte, não sou obrigado a escrever “de qualquer maneira”. Jornalistas profissionais e colunistas têm em geral este desafio, anyway. Precisam escrever faça chuva ou faça sol. Se estiver nublado também. Se não têm assunto, inventam um. Se não conseguem inventar um, requentam outro. E às vezes ficamos sabendo até de gente que pega textos alheios e os chama de seus. É o desespero associado à um caráter de segunda mão. De qualquer maneira é um desafio e tanto. O Chateaubrian escreveu uma coluna por dia, ininterruptamente, até quase a sua morte. Nem quando estava na cama, após um AVC, ele deixou de cumprir com sua obrigação. Só não escreveu quando estava de coma, mas isso a gente perdoa.
Bem, voltando à vaca fria, a falta de assunto é um fantasma que assombra 11 dentre 10 colaboradores da imprensa escrita. Mas pior que escrever sem ter assunto, é achar que você tem uma coisa muito importante para dizer à todo mundo. Iluminar a humanidade com a sua lampadinha de 10 watts. Meu Deus, isso é que é falta do que dizer. E esta pretensão tem assolado o mundo moderno. O fenômeno dos blogs pessoais está diretamente relacionado a essa falta absoluta de noção que o ser humano orgulhosamente apresenta. Uma bandeira mixuruca e toda rasgada que ele empunha com aquele ar de “eu sou foda mesmo!”. Querer que o mundo compartilhe com você de toda a sua sabedoria e percepção da vida é, no mínimo, ridículo. Deveria estar no código civíl, onde o acusado deste crime seria apedrejado em praça pública. Ia faltar praça e pedra. Sinto muito lhe dizer, mas o que você acha do comportamento da Britney Spears, do caráter dos políticos em geral ou se Cuba é ou não uma ditadura, não interessa a ninguém. A sua opinião não vale nada. Pode até ser que passe a valer um dia. Mas este “valer” tem uma conotação diferente daquela que imaginamos. As pessoas correm atrás de opiniões abalisadas, de gente preparada, famosa, inteligente, para poderem assumir alguma posição sem precisar pensar por si próprias. Vou ler o que o bam-bam-bam está dizendo e assim construo a minha própria opinião. Simples, rápido, sem dor, sem trabalho sujo. Dá muito trabalho desenvolver uma opinião pessoal. É melhor já comprar pronta. Delivery.
Eu mesmo assumo que não tenho nada a dizer agora, apesar de querer dizer muito, mas cansa e da trabalho, você nem imagina o quanto ! Portanto eu não tem escapatória. Aliás, deu para perceber por este texto que estou mesmo sem assunto. Só escrevi porque achei que precisava compartilhar isso.
